Fonte: http://escoladeredes.net
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Uma multiplicidade de agentes

O desenvolvimento social em Lisboa é resultado do trabalho de muitos agentes diferentes, quer a nível da administração pública local e central, quer a nível da sociedade civil.
O poder local intervém na acção social em Lisboa através dos seus diferentes órgãos, nomeadamente Câmara Municipal, Juntas de Freguesia e Assembleia Municipal. A administração pública desenvolve trabalho em vários sectores da maior relevância para o desenvolvimento social, a começar pela área da Segurança Social, sem esquecer as áreas da Educação, da Saúde e da Segurança.

A sociedade civil e a Rede Social de Lisboa
Dentre a sociedade civil, sobressai o papel das várias centenas de Instituições Particulares do Solidariedade Social, Organizações Não Governamentais, Associações e demais entidades de direito privado que todos os dias dão corpo às políticas de desenvolvimento social na cidade. Refira-se, pela sua dimensão, experiência secular e relevância, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, uma pessoa colectiva de direito privado e utilidade pública administrativa cuja tutela é exercida pelo membro do Governo que superintende a área da Segurança Social.
A cooperação entre grande parte destes agentes é materializada através da Rede Social de Lisboa.

A Câmara Municipal e os recursos internos
O desenvolvimento social de Lisboa depende da capacidade de mobilizar os recursos disponíveis, dentro e fora da Câmara.

Na actual estrutura orgânica da CML, o desenvolvimento social está cometido ao Departamento de Desenvolvimento Social, incluído na Direcção Municipal de Habitação e Desenvolvimento Social (DMHDS). É este Departamento que conduz a generalidade das políticas, programas e medidas do município na área social. Mas grande parte desse trabalho tem uma natureza interdisciplinar e intersectorial, sendo necessário não apenas articulá-lo com os agentes exteriores à CML, mas também fazê-lo a nível interno, numa organização administrativa que conta com cerca de 10.000 funcionários, para além das empresas municipais.

Directamente dependentes da DMHDS são de salientar, além do próprio DDS, os contributos dados:
- pelo Departamento de Política de Habitação (DPH), que gere a atribuição de espaços não habitacionais municipais;
- pela Equipa de Projecto do Programa Local de Habitação, que monitoriza as Cartas de Equipamentos e colabora na elaboração de planos territoriais ou estratégicos;
- pelo Grupo de Trabalho dos BIP-ZIP que intervém nos Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária de Lisboa.

Na restante estrutura orgânica da CML é fundamental a articulação com:
- a Unidade de Coordenação Territorial, que engloba as 5 Unidades de Intervenção Territorial de Lisboa, que desenvolvem as políticas municipais de proximidade;
- os Departamentos do Desporto e da Educação, que dão apoio a associações e clubes e desenvolvem intensa actividade junto das escolas;
- a Direcção Municipal de Cultura, que apoia colectividades, associações e agentes culturais com projectos que muitas vezes têm uma vertente social relevante;
- a Direcção Municipal de Economia e Inovação, que está a abrir caminho nos domínios da inovação e da criação de emprego, com óbvias repercussões na coesão social da cidade.

No universo das empresas municipais, é de referir a GEBALIS, que gere os bairros municipais de Lisboa e que conta com estruturas descentralizadas próprias, os Gabinetes de bairro, que desenvolvem o apoio aos residentes nestes bairros e dinamizam parcerias locais com vista à sua melhoria.