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Lisboa é palco do relatório «Cidades resilientes» feito pela OCDE
21-06-2016 AR/CH
20-21 Junho

A OCDE vai revelar em Lisboa, no próximo dia 21, o relatório internacional feito à volta de dez cidades resilientes, apontando já soluções que podem ser tomadas para enfrentar choques e tensões sócio económicas que afectam directamente a vida das populações. Num momento em que as metrópoles agregam cada vez mais pessoas, a capacidade de resistência é fundamental, tanto no plano local, como nas questões de impacto global. Lisboa é um dos casos estudados neste projecto, que vai anunciar as suas conclusões nesta mesa redonda internacional, co-organizada pela Câmara Municipal de Lisboa e pela OCDE.

Nos últimos anos, muitas cidades têm experimentado diversos choques e tensões sócio económicas, sob os efeitos de mudanças estruturais como a desindustrialização, perturbações económicas (a crise global financeira de 2007-08 e a crise da dívida europeia desde 2009 são exemplos bem presentes), a entrada e saída de população, o envelhecimento e diminuição de natalidade que faz alterar muitas realidades tal como as conhecemos. Há ainda que avaliar depois as consequências de desastres naturais (terramotos, inundações, furacões) e as suas implicações a vários níveis junto das comunidades, cada vez mais concentradas em grandes metrópoles urbanas.

O projeto «Cidades Resilientes» tem uma abordagem comparativa para examinar como as cidades melhoram a sua capacidade de resistência a esses choques e tensões, e sugere uma série de estratégias e políticas. Sendo este o grande mote para a Mesa Redonda Internacional de Cidades, co-organizada pela Câmara Municipal de Lisboa, com participantes dos diversos continentes, a realizar nos Paços do Concelho e Museu do Dinheiro (Largo de São Julião), nos próximos dias 20 e 21. O encontro vai revelar o relatório que inclui estudos feitos para as diversas cidades/caso, entre as quais a capital portuguesa, avançando já com recomendações concretas para cada uma.

Foram dez as cidades estudadas no âmbito deste projecto / relatório da OCDE, escolhidas pelas suas especificidades e diversidade da amostragem. Estão entre elas Antalya (Turquia), Belo Horizonte (Brasil), Bursa (Turquia), Cardiff (Reino Unido), Kobe (Japão), Kyoto (Japão), Lisboa (Portugal), Oslo (Noruega), Ottawa (Canadá) e Tampere (Finlândia), traçando esta mesa redonda os respectivos desafios e abordagens políticas para reforçar a resiliência, nos diversos campos envolvidos, do social ao económico, passando pelo estrutural.

A Mesa Redonda pretende desta forma que os representantes dos governos nacionais e locais, bem como organizações internacionais, possam compartilhar estratégias inovadoras para aumentar a resiliência urbana. Este evento foca uma série de questões que são comuns entre as cidades do estudo de caso, incluindo a diversificação industrial, a inclusão, alianças entre partes interessadas e desastres. Essas discussões contribuirão para outras agendas internacionais de destaque, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (DPSs) e processos UN-Habitat III.

O relatório do projecto OCDE Resilient Cities está estruturado em quatro secções: 1) O Quadro das cidades resilientes, que traça um perfil dinâmico deste conceito e identifica os actores que estão envolvidos, bem como os benefícios das políticas que têm em conta esta perspectiva de actuação. 2) Os indicadores de resiliência, 3) As políticas e estratégias tomadas pelas cidades, assim como a colaboração estabelecida com os governos centrais, 4) Experiências das cidades / caso na construção da sua resiliência.

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