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Voluntários limpam Lisboa
27-09-2015 CML/CH

Foram mais de trezentos os voluntários que em 26 de Setembro aderiram ao apelo da Câmara Municipal de Lisboa e das juntas de freguesia e lançaram mãos à obra na limpeza de tags e graffitis em diversos espaços da capital, particularmente no mobiliário urbano. Uma iniciativa inserida na celebração de Lisboa Capital Europeia do Voluntariado, que contou com a participação de vários presidentes de junta.

Papeleiras, paragens de autocarro, cabines telefónicas, parques infantis, sinais de trânsito e quiosques foram alguns dos equipamentos alvo da acção de limpeza, que incidiu ainda em montras e portas pichadas, muitas vezes a pedido de moradores e comerciantes que saudavam os voluntários.
Suzana Ramos, Diretora do departamento para os Direitos Sociais da autarquia explicou que com esta acção procurou-se também “valorizar a pertença de todos à cidade” e alertar para a preservação dos seus espaços e mobiliário urbano, que “importa não vandalizar”.
“Um apelo à limpeza desta cidade que todos amamos”, frisa o director municipal da Limpeza Urbana Rui Lourenço, que salienta os avultados recursos gastos pelo município na limpeza deste tipo de inscrições e valoriza o papel das juntas de freguesia, não só em acções de limpeza semelhantes mas também na consciencialização dos cidadãos.
É também com a população que Carla Madeira, presidente da junta de freguesia da Misericórdia, conta. A autarca, que participou ativamente com cerca de vinte voluntários nas operações de limpeza, revelou que muitas pessoas se dirigiam ao grupo disponibilizando-se para ajudar.
E Carla Madeira faz questão de separar as águas: “Isto não é graffiti, é vandalismo”. Opinião de resto partilhada por Michael, um dos jovens que em Santa Maria Maior participou na iniciativa, que afirma conhecer muitos graffiters para quem as pichagens com tags e diversas inscrições são absolutamente condenáveis.
A Câmara de Lisboa gasta anualmente cerca de um milhão de euros em operações de limpeza deste tipo de inscrições, referiu um dos responsáveis do pelouro dos Direitos Sociais da autarquia.