Lisboa acolhe refugiados
29-09-2015 CML/CH

Um espetáculo de solidariedade para com os refugiados decorreu no dia 28 de setembro, no Teatro Municipal de São Luiz. Sob o lema "Lisboa Acolhe", uma dezena de consagrados artistas dispensaram o seu talento para angariar fundos para um acolhimento condigno aos refugiados que Portugal irá receber.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, as vereadoras Paula Marques, Catarina Vaz Pinto e Graça Fonseca, bem como a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, e o dirigente da Plataforma de Apoio aos Refugiados, Rui Marques, foram algumas das personalidades que acorreram ao espectáculo de solidariedade para com quantos, escapando a condições terríficas para a condição humana, buscam alcançar em Portugal o merecido refúgio.

Mais de cinco centenas de lisboetas, incluindo muitos europeus há longo tempo radicados em Lisboa, não quiseram deixar de apoiar com a sua presença aqueles que esperam reerguer-se para uma vida condigna. Com apresentação de Catarina Furtado, Cláudia Semedo e Margarida Pinto Correia, o espectáculo, transmitido em direto pela RTP e destinado a angariar fundos para as associações responsáveis ao acolhimento aos refugiados, contou com a participação de artistas como Márcia, Samuel Úria, Sérgio Godinho, Carlão, Dead Combo, Camané, Jorge Palma, Sara Tavares, Cristina Branco, Rita Redshoes e Carlos Mendes.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, falando aos jornalistas, congratulou-se com esta iniciativa da sociedade civil, manifestando o empenho do município lisboeta em criar condições para que Lisboa renove na sua tradição de cidade de acolhimento para com quantos a nós recorrem num momento difícil das suas vidas. Os dois milhões de euros que a autarquia disponibiliza para o efeito, recordou o Fernando Medina, são apenas um contributo para as iniciativas da sociedade civil, verdadeira protagonista deste bonito gesto de solidariedade, não procurando duplicar ou criar estruturas desnecessárias mas suportando condições para as associações e os voluntários poderem cumprir o seu meritório trabalho.