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Câmara e universidades desenham Atlas Social de Lisboa
17-09-2015 CML/CH

O "Atlas Social de Lisboa" vai permitir "saber o que se passa na cidade para não termos escolhas que não sejam baseadas na verdade". João Afonso, vereador dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, falava na cerimónia de assinatura de um protocolo, que teve lugar dia 15 de setembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Veja aqui o video

O trabalho - coordenado pela autarquia da capital, articulando diversos serviços, nomeadamente a Habitação e Desenvolvimento Local, representada pela vereadora Paula Marques - envolve duas universidades parceiras: a Universidade de Lisboa, através do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
"Há muita informação e conhecimento, mas muito disperso". A compilação da informação, considerou João Afonso, "dar-nos-á instrumentos para fazer escolhas políticas, práticas e pragmáticas do que queremos fazer no futuro".
O IGOT, representado na cerimónia por Maria Lucinda Fonseca, é "talvez a entidade que mais estudos setoriais e gerais faz sobre a cidade de Lisboa". O projeto, tem também a colaboração da Universidade Católica de São Paulo, que "nos traz o conhecimento que não temos" e "experiência de trabalho", salientou o vereador.
Com a realização do Atlas Social de Lisboa, "pretende-se obter um estudo detalhado de caracterização e análise estatística sobre a população de Lisboa recorrendo a alguns indicadores sociais e económicos de maior relevância social".
Para além da bateria de indicadores sociais e habitacionais trabalhados no Atlas da Habitação (Programa Local de Habitação, Censos 2001), considerou-se oportuno e pertinente introduzir, sempre que os dados estatísticos o permitam, novas variáveis e construir novos indicadores sociais e económicos, de forma a conhecer melhor a cidade, a um nível de análise mais micro, e também ao nível das novas freguesias de Lisboa, informam os técnicos da autarquia responsáveis pelo projeto.
A unidade espacial considerada (o quarteirão), corresponde ao maior nível de desagregação espacial da informação estatística existente (a subsecção estatística dos Censos do INE (BGRI), pelo que permitirá análises a uma escala muito detalhada das realidades sociais de Lisboa.
Será, portanto, uma ferramenta fundamental para apoio à formulação e implementação de políticas territorializadas, ao nível de freguesias e dos bairros da cidade de Lisboa, no que diz respeito a temas sociais tão pertinentes como a Natalidade, o Envelhecimento, o Combate à Pobreza, a Promoção da Saúde e Qualidade de Vida, as Redes de Equipamentos Sociais, ou as Condições de Habitabilidade (em colaboração com o pelouro da Habitação).