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Pensar a cidade para as pessoas
22-06-2015 CML/CH

Durante três dias, representantes de Lisboa, Berlim e de vários municípios juntaram-se na capital portuguesa para um debate internacional sobre acessibilidades, emprego e inclusão nas cidades: “Cities for accessibility, jobs and inclusion”.
Depois de três dias de debate, João Afonso acredita que “estamos no caminho certo em termos de convergência europeia”. Há ainda “muito por fazer”, admitiu, mas temos de ser capazes de vencer os degraus, "físicos e psicológicos", que impedem as pessoas de viver a cidade em pleno. Veja aqui o video

“Acessibilidade é uma das principais prioridades da Eurocidades", afirmou Anna Lisa Boni, secretária-geral desta organização que agrega governos locais de mais de 130 cidades e 30 países europeus.
Barbara Berninger, está pela primeira vez em Lisboa, mas vai "voltar em setembro com a minha família, já decidimos”, confidenciou, rendida à “beleza da cidade”.
Para esta responsável pelo grupo de trabalho de Berlim da Eurocidades, e da União Europeia, a conferência foi "enriquecida" com a participação de um grupo de trabalho que incluiu “os principais peritos na matéria, os cidadãos com mobilidade condicionada”. Através deles, disse, conseguimos ver as principais barreiras que se colocam na cidade.
Sobre o Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa, Barbara mostrou-se convencida que “será um sucesso, graças à equipa multidisciplinar”, que inclui especialistas de diversas áreas técnicas. Este é "o caminho seguido em todo o mundo", garantiu.
Depois de três dias de debate, João Afonso acredita que “estamos no caminho certo em termos de convergência europeia”. Há ainda “muito por fazer”, admitiu, mas temos de ser capazes de vencer os degraus, "físicos e psicológicos", que impedem as pessoas de viver a cidade em pleno.
As cidades “têm de ser para todos”, sublinhou. Para o vereador dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, a cidade tem de ser capaz de corresponder às expectativas dos cidadãos com mobilidade condicionada e dos idosos – cerca de 25% do total da cidade – , que não querem continuar a “sentir” uma cidade “repleta de arame farpado e sem ter capacidade de passar essas barreiras”.
As cidades “não são feitas para os carros e para os edifícios, são feitas para as pessoas”, concluiu João Afonso.
No final dos trabalhos, os representantes da conferencia reunidos no Salão Nobre dos Paços do Concelho, foram recebidos pelo presidente da autarquia, Fernando Medina.