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Saúde Porta a Porta
08-04-2015 CML/CH
Comemorações do Dia Mundial da Saúde

A Câmara Municipal de Lisboa assinou, em 7 de abril, com as juntas de freguesia de Campo de Ourique e da Estrela, a Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa e o Hospital CUF Infante Santo um protocolo para o projeto Saúde Porta a Porta, que visa possibilitar acesso de pessoas carenciadas da cidade a cuidados básicos de saúde, particularmente idosos. O ato encerrou um debate destinado a assinalar o Dia Mundial da Saúde, que contou com a participação do vereador dos direitos sociais, João Afonso. Veja o video da sesão

O vereador explicou que o projeto já está no terreno e ultrapassa as expetativas iniciais, mas foi vontade da autarquia e dos restantes parceiros proceder à assinatura simbólica do protocolo na data em que se comemorava o Dia Mundial da Saúde, também pela importância que a autarquia atribui ao tema.
Para João Afonso, para além da Câmara de Lisboa ser um interlocutor entre os munícipes e as entidades responsáveis pelos cuidados de saúde, deve também assumir “a responsabilidade de facultar serviços que promovam a saúde de todos.”
Para além do vereador João Afonso, em representação da autarquia, assinaram o protocolo os presidentes das duas juntas de freguesia, Pedro Cegonho (Campo de Ourique) e Luís Newton (Estrela), e o presidente da associação de estudantes, Eduardo Rodrigues.

A alimentação na saúde
“Comida Saudável – da Quinta para o Prato” foi o mote do debate que juntou na Padaria do Povo, em Campo de Ourique, vários técnicos ligados à saúde alimentar.
O atual padrão alimentar em Portugal e a questão da segurança alimentar são, para João Afonso, dois pontos essenciais para este debate e o vereador explica que a Câmara de Lisboa tem trabalhado em três áreas distintas: Educação, desperdício alimentar e nutrição.
Quanto à educação, é preciso acautelar a tendência de olhar apenas para os custos e descurar a qualidade na distribuição das refeições nos jardins de infância e primeiro ciclo, bem como “levar para além da escola a informação sobre a necessidade de uma saúde alimentar mais regrada”, nomeadamente aos pais.
Sobre o combate ao desperdício alimentar na cidade de Lisboa, João Afonso informa que há um plano em curso que a autarquia quer desenvolver e implementar “no mais breve prazo de tempo”. Parte de iniciativas “que já existem no nosso cotidiano” mas que a autarquia pretende ver “organizadas e em rede”, da recolha à distribuição, afirma.
No que concerne às questões da nutrição, importa atentar na forma de fazer chegar tudo o que tem sido trabalhado no plano do desenvolvimento social “a cada uma das pessoas”. E esse “é um trabalho que se faz a partir da câmara mas também a partir de todos nos nossos parceiros”, disse.
Muito pode ser feito mas é preciso integrar a ação, concluiu, explicando que a autarquia tem um plano para a promoção da saúde e qualidade de vida, um processo que quer partilhar com os diversos parceiros e forças vidas da cidade. Por isso à tarde realizou-se ainda uma sessão para abordar essa estratégia, no Centro de Informação Urbana de Lisboa.