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Câmara quer plano integrado na prevenção das dependências
19-03-2015 CML/CH

A saúde da cidade de Lisboa, de cada um dos cidadãos que tem problemas de dependência, é também, uma responsabilidade do município, afirmou João Afonso, vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa.
O vereador falava após a assinatura de um protocolo - entre o Município de Lisboa, o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) e a Administração Regional de Saúde de Lisboa (ARS) - para garantir a continuidade do Programa de Substituição em Baixo Limiar de Exigência (PSBLE). Na cerimónia, que teve lugar dia 18 de março nos Paços do Concelho de Lisboa, estiveram presentes o diretor do SICAD, João Goulão, e Luis Pisco em representação da ARS. Veja o video aqui

Apesar da "pouca tradição" nesta área, como referiu o seu vice-presidente, a ARS manifestou-se disponível para trabalhar em conjunto e "encontrar as melhores respostas" para os cidadãos de Lisboa, garantiu.
As respostas, vincou João Goulão, passam, para já, por encontrar "formas expeditas e mais regulares de colaboração" entre as instituições, mostrando-se "satisfeito por ver a continuidade do envolvimento da Câmara" nesta área.
"Este é um longo caminho da Câmara de Lisboa nos anos 90 que importa renovar e voltar a pensar nele", disse João Afonso, considerando que "a vida de muitos cidadãos da nossa cidade está dependente da resposta dada pelo PSBLE". A Câmara, informou, está a trabalhar no retomar de um plano integrado na prevenção das dependências, que começou nos anos 90, para trabalhar a longo prazo, "evitando as medidas avulsas, os apoios caso a caso", adiantou o vereador.
"Não sendo o ator político responsável pela sua implementação plano é o ator politico que maior responsabilidade tem a acompanhar a sua implementação" garantido que "ela chega a todos os munícipes", disse o vereador. Este plano, qualquer que seja o seu nome, "há-de ser uma realidade em breve, articulada com a restante estratégia de cidade, em matéria de qualidade de vida e de saúde", numa cidade, concluiu, de "todos para todos".
Os programas de substituição opiácea de baixo limiar de exigência visam a redução de riscos e minimização de danos, a prevenção, rastreio e orientação para tratamento das doenças infecto-contagiosas mais frequentes nos consumidores de drogas, a vacinação da população de risco e a redução do consumo endovenoso e/ou fumado de drogas no espaço público.