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Protocolos promovem inclusão social
16-12-2014 CH/CML

Numa cerimónia que decorreu no dia 15 de dezembro foram assinados protocolos com entidades que combatem a exclusão de pessoas sem-abrigo, imigrantes e refugiadas na cidade de Lisboa. Veja o video
Em colaboração com a Santa Casa da Misericórdia, um dos protocolos assinado, visa a implementação do "Centro de Alojamento de Transição para a Pessoa Sem-abrigo de Santa Apolónia".

Este equipamento Social é uma resposta destinada a pessoas em situação de sem-abrigo, e terá como principais funções: assegurar o alojamento, com caráter provisório e transitório, durante um período máximo de 12 meses, com vista à transição para uma resposta habitacional mais estruturada e definitiva; providenciar um local de convívio e de refeições e estimular competências de organização e de responsabilidade.
Outro dos protocolos, a Adesão à Rede Europeia de Reinstalação, trata-se de um acordo com o Conselho Português para os Refugiados (CPR) que visa a adesão da autarquia à Rede Europeia de Reinstalação, cujo representante em Portugal é o CPR. Esta Rede tem como objetivo a criação de sinergias entre autarquias e entidades da sociedade civil dedicadas à proteção e à integração de refugiados reinstalados.
Foram ainda assinados com 11 entidades, vários protocolos no âmbito de Colaboração para a Integração de Pessoas Imigrantes e Refugiadas, estabelecendo parecerias entre a Câmara Municipal de Lisboa e entidades parceiras do Conselho Municipal para a Interculturalidade e a Cidadania, de forma a contribuir para o acolhimento e integração de imigrantes e refugiados, promovendo atividades socioculturais e ações de formação.
A cerimónia contou com as presenças da Administradora Executiva da SCML, Rita Valadas, da Presidente do Conselho Português para os Refugiados, Teresa Tito de Morais, do Vice-presidente da autarquia, Fernando Medina, do vereador dos Direitos Sociais, João Afonso e várias entidades e individualidades.
João Afonso salientou a importância da assinatura deste ato como forma de minorar as condições adversas a que as pessoas estão sujeitas, afirmando que “esta cidade precisa de todos, de coesão e de solidariedade”, dedicando mesmo, esta cerimónia, a alguém que conheceu, refugiado e sem-abrigo, que “já partiu” sem conhecer uma casa.
Fernando Medina, enaltecendo a iniciativa, referiu que “é necessário vencer as barreiras da exclusão, com sentido de responsabilidade, redobrar vontades, numa governação participada, em rede, em parceria com as entidades, para o futuro da cidade de Lisboa ”.