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Campanha: “Assédio Sexual é Violência”
25-11-2014 CH/CML

A campanha “Assédio sexual é violência, Direito ao trabalho com dignidade” já está nas ruas da cidade de Lisboa e a UMAR, União de Mulheres Alternativa e Resposta, uma Organização Não Governamental constituída por mulheres em 1976, pretende alargá-la a outros pontos do país.
A ação, apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa, foi apresentada, dia 24 de novembro, no CIUL (Centro de Informação Urbana de Lisboa), durante um seminário sobre o tema.Veja o video aqui

A falta de visibilidade do assédio sexual como uma violência, sobretudo contras as mulheres, a falta de respostas adequadas às vítimas e as representações sociais despenalizadoras do fenómeno motivaram a UMAR a promover este projeto que pretende, de acordo com Joana Sales, consciencializar e informar a população sobre a problemática, mas também mudar a Lei: “É necessário denunciar o assédio sexual no trabalho, mas sobretudo é necessário criminaliza-lo”, disse.
João Afonso, vereador dos Direitos Sociais, presente no evento com Paula Marques (Habitação e o Desenvolvimento Local), explicou que esta campanha arranca em força no dia 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, e pretende alertar e pôr fim ao silenciamento das pessoas, especialmente das mulheres, face a situações de assédio sexual.
A divulgação desta ação está apoiada num total de 30 mupis espalhados pelas ruas da capital, mas também em cartazes, folhetos e um spot televisivo, que contou com o apoio das atrizes São José Lapa e Ana Brandão, da jornalista Fernanda Freitas e do músico David Fonseca.

Saber mais:
O que é o Assédio Sexual: Comportamento indesejado de carácter sexual, sob forma verbal, não verbal ou física, com o intuito ou o efeito de violar a dignidade de uma pessoa, em particular quando cria um ambiente intimidante, hostil, degradante, humilhante ou ofensivo.
*O que provoca*: O assédio sexual tem consequências negativas para a saúde das pessoas assediadas, sobretudo se for prolongado no tempo, criando-lhes perturbações significativas nas relações profissionais interpessoais e familiares.
*Como agir*: Se é alvo de comentários, olhares, atitudes de teor sexual que lhe causam incómodo ou humilhação, a culpa não é sua. O assédio sexual é um comportamento da estrita responsabilidade da pessoa que está a assediar e nunca da vítima.
*Como denunciar*: Deverá denunciar hierarquicamente e/ou junto da Autoridade para as Condições do Trabalho (www.act.gov.pt) . Pode pedir aconselhamento junto da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (800 204 684), da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (800 202 148), no Tribunal do Trabalho da sua residência, junto de comissões de mulheres das centrais sindicais, de associações de mulheres ou de apoio à vítima.