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OCDE discute envelhecimento das cidades
Vereador João Afonso apresentou no Japão medidas e políticas de Lisboa
20-10-2014 CH

O Vereador do Pelouro dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, João Afonso, apresentou, em Toyama, no Japão, algumas das medidas e políticas que a capital portuguesa tem para os desafios ligados ao envelhecimento activo, no quadro global de uma rede social (juntando parceiros de diferentes sectores) que se pretende cada vez mais activa e presente na vida da comunidade.

Esta intervenção inseriu-se num encontro internacional da OCDE sobre «Resilient Cities in Ageing Societies», em que responsáveis políticos de diversas cidades afectadas pela questão do envelhecimento da população, representantes do sector privado, universidades, governos e organizações internacionais se cruzaram para discutir práticas e problemas nesta área.

O esforço da iniciativa aconteceu no âmbito de uma preocupação com o desenvolvimento sustentável das cidades e com os desafios que lhes são colocados desde já. O envelhecimento é um fenómeno global que interessa a todos os participantes neste encontro da OCDE. Nos países que fazem parte desta organização a faixa etária acima dos 65 anos representa já mais de 19 por cento da população e espera-se que em 2050 este indicador suba para os 23,7%.

É na partilha de experiências locais, tanto de cidade como de regiões, que se podem criar formas de actuação mais alargadas. Por isso, a OCDE criou o programa sobre Políticas de Desenvolvimento Urbano Sustentável em Sociedades em Envelhecimento (2013/14) que está neste momento a analisar os casos de diversas cidades, nomeadamente Colónia (Alemanha), Toyama, que foi palco deste encontro, Manchester (Reino Unido) e Milão (Itália). Lisboa que é também uma das urbes envolvidas neste estudo, recebeu uma visita dos técnicos da OCDE em Julho passado.

Os aspectos sociais e económicos envolvidos no envelhecimento da população são o tema específico da sessão em que está presente o caso português. No painel estão em debate medidas e soluções que se pode, usar em termos de equipamentos, serviços públicos, oportunidades e desafios em termos laborais e outras questões ligadas à inclusão social.