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FMINT - Interculturalidade e Cidadania em debate
12-05-2014 CH com CML

Realizou-se no Fórum Lisboa, dia 10 de maio, o 4.º Fórum Municipal da Interculturalidade (FMINT), subordinado ao tema "Migrações, Territórios e Exclusão”. Uma iniciativa do Conselho Municipal para a Interculturalidade e a Cidadania (CMIC), que contou com a participação dos vereadores da Câmara de Lisboa João Afonso, do pelouro dos Direitos Sociais, e Carlos Castro, das Relações Internacionais.
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O ciclo de debates foi organizado em três painéis versando temas como “Eleições europeias e as políticas migratórias e de inclusão das minorias étnicas”; "Fronteiras, territórios e exclusão: do dilema suíço passando por Lampedusa e outras fronteiras externas da EU”; e "Cidadania imigrante, participação política e os perigos dos populismos/nacionalismos na Europa”).

Lisboa, uma cidade inclusiva

Na sessão de abertura João Afonso agradeceu o trabalho desenvolvido pelo CMIC e pelas associações envolvidas, lembrando a importância de iniciativas como esta para a partilha de conhecimentos e práticas dos atores sociais envolvidos na promoção do diálogo em torno da integração e diversidade intercultural. O vereador destacou ainda o contributo do conselho para tornar Lisboa uma cidade mais inclusiva e geradora de oportunidades para todos.
Para o autarca, a política europeia para a imigração constrói-se com o debate e a participação de todos. Por isso, conclui, é fundamental a mobilização para o voto nas eleições europeias: “vamos dizer que é preciso e importante votar, ter opinião, discutir e construir a cidadania desta europa, com todos”.

Pelo seu lado, o vereador Carlos Castro considera que Lisboa tem a capacidade de constituir no plano europeu um exemplo de integração e convivência das várias culturas, religiões e idiossincrasias. Por isso, alerta, os políticos, parceiros sociais, associações e instituições de solidariedade, desempenham um papel determinante na “demonstração cabal de como a interculturalidade é uma riqueza social e não um condicionamento”.

Casa da cidadania

Coube a José Leitão, 1.º Secretário da Mesa da Assembleia Municipal, encerrar os debates que, versando sobre temas relacionados com fronteiras, exclusão, cidadania e participação, "constituem um contributo fundamental para a reflexão" num contexto de eleições europeias. "Os imigrantes não têm direito de votar e muito menos de ser eleitos para o Parlamento Europeu", lembrou, realçando que no entanto em muitos países estão no centro dos debates e sentirão as consequências dos resultados das eleições.

O deputado municipal terminou agradecendo a todos os grupos presentes que animaram a iniciativa, lembrando que a Assembleia Municipal é "uma casa da cidadania", empenhada no respeito dos direitos de todos. Por isso, salienta, "acolheu com satisfação esta iniciativa do CMIC", que contribui para afirmar a cidadania dos residentes e não apenas a dos cidadãos nacionais.

À margem dos debates, desenrolou-se ao longo do dia no jardim e no foyer, um vasto programa cultural que incluiu exposições, workshops, dança, teatro, exibições de capoeira e danças tradicionais. Demorar-se nas bancas de livros e artesanato, participar numa aula de yoga ou, simplesmente, deliciar-se com as iguarias típicas dos quatro cantos do mundo, foram algumas das propostas.

À noite, numa programação que se estendeu até às 23 horas, lugar para a poesia, batuque e exibições de danças tradicionais da Ucrânia, China, Guiné-Bissau, Turquia e Congo.